terça-feira, 3 de novembro de 2020

Segunda espécie

A segunda espécie do contraponto, é onde começaremos a adicionar dissonâncias. Serão empregadas duas notas de contraponto, a cada nota do cantus firmus.

Considerações sobre ritmo: essa espécie é ensinada dentro do nosso guia, com a formula de compasso 2/2. É importante ter em mente que a primeira parte desse compasso, é o que é chamado em grego de thesis, e a segundunda de arsis. Basicamente, tempo forte e fraco.

Essa espécie do contraponto tem por finalidade o preenchimento de espaços entre uma nota e outra, ou seja, se você fosse escrever um contraponto de primeira espécie, e entre a primeira e a segunda nota fosse fazer um salto de terça, agora, na segunda espécie, esse salto poderá ser preenchido por uma nota intermediária, que pode ser tanto uma consonância quanto uma dissonância.

É importante, agora que começaremos a ter um pouco mais de liberdade de movimento, que a cada salto feito, faça-se uma compensação por grau conjunto em direção oposta, com a finalidade de evitar delineamentos dissonântes. Explico: se faz um salto ascendente de terça maior entre as notas dó e mi, a nota seguinte ao mi deve ser a compensação do salto, ou seja, a nota de grau conjunto descentende, um ré. Caso prosseguisse para a nota ascendente ao mi, um fá, criaria entre o dó e o fá um delineamento dissonânte de quarta, podendo ainda continuar a subida e gerar um delineamento de sétima, nona, etc.

 


 

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