Começaremos hoje, nossa investida no estudo do contraponto. Neste artigo, trarei um breve contexto histórico (baseado no livro de Roy Bennett - Uma Breve História da Música), seguido de uma revião sobre movimentos das vozes, consonâncias e dissonâncias.
Até o século IX (a saber, período medieval), a música consistia de uma única linha melódica, limitada a uma oitava, com ritmo livre -baseado na acentuação do texto que acompanhava a melodia- baseada nos modos, tanto na sua forma autêntica, (jônico, dório, frígio, lídio, mixolídio, eólio), quanto na sua forma plagal (começando uma quarta abaixo, mantendo a relação de tons e semitons, recebendo o prefixo "hipo" na frente do nome do modo, p. ex. hipojônico, hipodórico etc.). A este estilo de composição, se dá o nome de Cantochão.
(Imagem retirada do livro Uma Breve História da Música - Roy Bennett)
A partir do séc. IX, começou-se uma nova prática de composição, adicionando-se uma ou mais linhas melódicas. Esta nova prática denomina-se Organum, sendo o início da polifonia e do contraponto.
(Imagem retirada do livro Uma Breve História da Música - Roy Bennett)
Movimento das vozes
Existem três possibilidades de movimento entre as vozes, direto, oblíquo e contrário.
O movimento direto consiste na subida ou descida das vozes na mesma direção.
O movimento contrário consiste na subida de uma das vozes, e na descida da outra, vice-versa.
O movimento oblíquo consiste na pemanência de uma das vozes, e no movimento da outra.
Consonâncias e dissonâncias
Os intervalos de terça, sexta, uníssono, oitava, e quinta, são consonâncias. As consonâncias se dividem entre consonâncias perfeitas (oitava e quinta), e imperfeitas (terça e sexta).
Os intervalos de quarta, sétima e trítono, são dissonâncias.
Bons estudos ;)
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